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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Gatos Agressivos - Parte 3

Outras Causas de Agressividade nos Gatos:



Observação de outros gatos pela janela, especialmente se esses gatos o provocarem saltando para o parapeito, por exemplo ou entrando na varanda ou jardim da casa

Este é um dos principais motivos para o gato ter atitudes agressivas quando se mora numa casa, moradia ou apartamento num andar mais baixo.
Ao ver o seu território invadido, o gato tem tendência a descarregar a frustração ou nos seus companheiros de 4 patas, ou nos seus companheiros humanos. 
Só há 2 formas de evitar esta situação:
- ou evita que o gato vá para os locais da casa onde possa avistar outros, colocando também a opção de colocar cortinados ou telas nas janelas que não lhe permitam a visualização.
- ou tenta evitar que os gatos de rua ou de vizinhos saltem para dentro da vossa propriedade. Uma das formas de o fazer poderá ser através da colocação de fita adesiva bem larga nos muros ou parapeitos, ou de qualquer tipo de material que faça bastante barulho. Pode também colocar sumo de qualquer citrino ou vinagre para ajudar a que os gatos evitem a subida. Tudo o que fizer para desencorajar os outros gatos deve ser feito com o máximo respeito pelo animal e pela sua integridade.


Junção de novo gato ou cão ou desaparecimento de um deles

Quando um novo animal é introduzido no ambiente familiar, o gato residente vê-o imediatamente como um invasor de território e uma das formas de ele defender o território pode passar por ser agressivo para o novo membro ou para a família humana.

Pode ler como juntar um novo gato à família aqui: http://oblogdosgatosmimados.blogspot.pt/2013/06/juntar-um-novo-gato-aos-gatos-residentes.html

Mudança de atitude do tutor/a em relação ao gato
Se o gato estava habituado a ser o centro de atenções na casa,  a dormir na cama com os "pais",  a poder deambular livremente por todo lado, a brincar diariamente, pode sentir fortemente se de repente o tutor deixar de lhe dar atenção.
Quando o motivo é a introdução de um novo membro na família o gatinho pode tronar-se extremamente ciumento.
Se a alteração de atitude do dono se dever a doença, problemas de qualquer espécie o mais normal é o gatinho andar sempre "colado" ao tutor mas pode desenvolver agressividade com outras pessoas.
Neste último caso é deixar que o mau tempo passe e tudo voltará à normalidade.

Leia outras causas de agressividade em :
Gatos agressivos - Parte I
Gatos Agressivos - Parte 2






sexta-feira, 3 de março de 2017

Gatos Agressivos - Parte 2

Causas de Agressividade nos Gatos (Parte 2)

Alterações na dinâmica familiar tais como chegada de novo membro ou partida de um dos membros:

Os gatos são extremamente sensíveis a qualquer alteração na composição do agregado familiar.
A chegada ou a partida de um membro da família (inclusivé os de 4 patas) pode alterar completamente o comportamento de um gato.
Um gato calmo pode começar a manifestar sinais de nervosismo constante, pode começar a urinar ou fazer cocó fora da caixa, pode ficar deprimido e também pode ficar agressivo. Felizmente esta última situação é bastante rara.
O mais natural é que alguém venha a entrar ou sair do nosso espaço  durante a vida inteira de um gato, por isso, o que se aconselha, é estar atento a diferenças comportamentais.
Quanto mais cedo se atuar mais fácil será a correção desse comportamento!
Então o que se pode fazer se o gato se tornar agressivo depois da chegada ou partida de um  membro familiar?
  • Se o seu gato começar a ser agressivo de um momento para o outro, e se essa condição se mantiver durante algumas semanas,  uma ida ao veterinário é praticamente obrigatória
  • Se chegou um novo membro à família explique-lhe que o gato já lá vivia anteriormente e que quer alterar o mínimo possível dos seus hábitos: se dormia na cama deve continuar a fazê-lo, se à noite estava habituado a estar ao seu colo assim deverá continuar, etc,etc
  • Os locais e objetos do gato não devem ser mudados de lugar
  • A nova pessoa deverá demorar uns dias ou semanas  até começar a participar das tarefas quotidianas tais como dar de comer, mudar a areia ou escovar, por exemplo.
  • Se a nova pessoa for uma criança deve explicar-lhe muito bem quais os limites entre brincadeira com o gato e o desrespeito por ele.
  • Se pelo contrário o que aconteceu foi o desaparecimento de uma pessoa que era presença habitual em casa, será normal o gato estar mais nervoso, mas, habitualmente reequilibra-se passados umas semanas.
  • Da sua parte deverá haver ainda mais mimo e atenção ao gatinho para que o mau comportamento desapareça.
  • Mantenha pela casa ambientadores de feromonas e pode colocar vasinhos com catnip ou erva gateira ou utilizar objetos e brinquedos que tenham a erva no seu interior.

Brevemente será publicado novo post com outras causas possíveis para a agressividade nos gatos



Veja também:




domingo, 12 de abril de 2015

Adotar um gato bebé, está preparado?

Adotou ou vai adotar um gatinho bebé?
Imagino que nos primeiros tempos fiquem totalmente deliciados com as brincadeiras dele, com as diabruras,  com o seu ar fofo e querido...
Mas e o seu coração, adotará de verdade, mas mesmo de verdade, este ser indefeso? Olhe para dentro dos olhos dele e prometa respeitá-lo para toda a sua vida. Pense nele quando for muito velhote e precisar de muitos cuidados e você estará  ao lado dele a dar-lhe mimo e a acompanhá-lo.
Está realmente preparado para um compromisso a 15 a 20 anos? Em que ele fará parte integral da sua família?
É que só um grande amor poderá superar os obstáculos que lhe poderão aparecer :
-daqui por uns meses ele poderá começar a estragar-lhe sofás, cortinados, tapetes, atirar objectos ao chão , estragar vasos e plantas, etc.
-poderá dá-lhe umas arranhadelas ou mordidelas.
- irá trazer custos de alimentação e veterinário e de enxoval. E os custos de veterinário poderão ser fora do planeado porque ninguém consegue prever a saúde no futuro.
- poderá fazer xixis ou cocós fora do areão
-poderá eventualmente vir a causar alergias a alguém lá de casa e esse alguém poderá ser o muito amado bebé humano.
- poderão ter que alterar planos de férias
-poderão ter que alterar o rumo das vossas vidas mudando de casa, de emprego, ou ter alterações familiares, etc, etc
Para muitos deles os felizes primeiros tempos ficarão para trás :(
Começam a ouvir gritos e a ser espancados porque estragam tudo.
Rapidamente alguns ficarão confinados a uma cozinha ou wc durante todo o dia, ou pior ainda, fechados numa varanda! Em nome da preservação das coisas fecha-se o animal. Em vez de fechar as coisas !
Primeiro ficarão fechados 10/12 horas enquanto os donos vão para o trabalho, e a seguir são fechados à noite para não fazerem disparates..
Acabam por ficar de 18 a 20 horas fechados, tristes, numa prisão em que não há interacção, não há brincadeira, não há a excitação  da exploração de um novo objecto ou dum velho armário.
Muitos deles vão passar assim toda a sua vida!
Outros aparecerão nestas e noutras páginas para adopção, porque já não cabem naquela família.
Muitos outros milhares serão entregues pelos próprios donos em canis, em associações ou simplesmente abandonados na rua. Normalmente não esterilizados e a criarem novas gerações de gatos que nunca terão casa.
Já deixaram de interessar, já não são aquelas pequenas bolas de pelo .
Mas sabe uma coisa, você que está a ler este post e pensar adoptar um gatinho bebé ?
Há milhares e milhares de pessoas que já passaram por alguns destes obstáculos durante a sua vida com o seu gato. E uma coisa lhe posso garantir: todos eles têm uma solução que permite ao seu gato viver consigo durante toda a vida e com a mesma alegria dos primeiros dias.
Mas para isso tem que haver AMOR
Porque para ele, você será sempre o centro do seu mundo. Mesmo que por personalidade seja mais arisco ou independente
Retribua, ame-o muito..deixe que o seu bebé mexa nele, brinque com ele, deixe-os crescer juntos!
Se com este post conseguir sensibilizar bem que seja uma ÚNICA pessoa já me sinto feliz . Mesmo que essa tomada de consciência seja para não adoptar o tal gatinho.
ADOTAR É UM ACTO DE AMOR




sexta-feira, 28 de junho de 2013

Mitos sobre gatos

Os gatos devem ser dos animais sobre os quais existem mais mitos:

Os gatos caiem sempre de pé : nem sempre; primeiro eles necessitam de uma distância mínima de queda entre os 60 cm e os 70 cm para conseguirem dar a volta no ar; depois, se a altura de onde eles caírem for demasiado grande, poderão magoar-se seriamente. Temos também que ter em conta que os gatos com sobrepeso muitas vezes ao caírem batem com o abdómen no chão o que lhes poderá provocar lesões gravíssimas e muitas vezes fatais.

  • Os gatos são sempre meio-selvagens e nunca totalmente domesticados: esta é a maior das falsidades: há gatos selvagens, gatos semi-domesticados  e gatos totalmente domesticados e incapazes de sobreviverem por si próprios.

  • Os gatos não se apegam às pessoas mas apenas aos locais onde vivem  : os gatos são territoriais e a casa é o seu território. Quando lá estão sentem-se confiantes, relaxados, brincalhões. Mas falta, falta....sentem mesmo é daqueles que os acarinham; alguns deixam-se morrer quando já não têm os seus humanos. E nunca ouvi falar de nenhum que morresse por mudar de casa juntamente com a sua família.

Os gatos são traiçoeiros : nós humanos é que não sabemos interpretar os sinais que eles nos dão: o facto de um gato lhe dar turrinhas nas pernas,  fazer ronron quando o vê ou virar-se de barriga para cima pode não querer dizer: mexe-me. Pode apenas ser o primeiro dos sinais de que ele fica contente quando o vê e confia em si.



 
Não se consegue ensinar nada aos gatos:  claro que consegue: há gatos que se sentam ou deitam quando o dono o pede; outros vão sempre buscar a bolinha ou o ratinho que o dono atira e voltam a colocá-lo na mão do dono; outros respondem sempre que o dono os chama e tantas outras coisas que eles são capazes de fazer. Mas há uma diferença fundamental entre os gatos e os cães: os gatos, por norma, só o fazem quando lhes apetece. Se eles não estiverem com vontade vão ignorá-lo simplesmente


Mulheres grávidas não devem ter gatos por causa da toxoplasmose: este é um mito que tem levado ao abandono de milhares e milhares de gatos e o que é mais triste é que por vezes é a própria classe médica a induzir este erro. Então o que fariam todas as mulheres veterinárias? Deixariam de atender gatos durante a gravidez? Embora o gato possa ser hospedeiro do parasita  Toxoplasma Gondii   seria necessário que a mulher levasse à boca as  fezes de um gato infetado para ela própria ser infetada. Os cuidados básicos durante a gravidez passam só e apenas pelo uso de umas luvas quando se limpa o areão. Há inúmeros blogues e artigos na internet onde poderá verificar que isto é verdadeiro



quarta-feira, 12 de junho de 2013

Gatos Brancos

Os gatos brancos têm características genéticas muito especiais que praticamente impossibilitam a sua sobrevivência na rua.
Uma dessas características é a surdez: 60 a 80% dos gatos brancos que têm um ou dois olhos azuis (sim, porque eles às vezes têm um olho de cada cor) são totalmente surdos
Eles também podem ter olhos verdes ou cor de avelã
Outro dos problemas dos gatos brancos é o cancro de pele. E este problema não existe apenas nos gatos completamente brancos mas em todos os gatos que têm as orelhas, nariz e boca quase brancas e apenas levemente rosadas pelo afluxo de sangue. Se o seu gato tem estas características e apareceu com alguma pequena ferida nestas zonas leve-o ao veterinário rapidamente. Este cancro é fatal se não for detetado muito precocemente.
A melhor forma de evitar isto é evitar o sol. Estes gatos não devem estar expostos ao sol durante as horas de calor e apenas o pode deixar um pouco logo de manhãzinha e ao entardecer mas mesmo assim use um creme protector com Factor de Proteção Solar 50 ou mais. Durante o resto do dia tem que permanecer dentro de casa e à sombra.
No entanto, se o gato tiver crescido na rua e não se habituar a estar dentro de casa é sempre preferível deixá-lo viver feliz na rua do que infeliz em cativeiro


terça-feira, 28 de maio de 2013

Gatos de luto

Acham este título estranho?
Mas não é !
Os gatos fazem luto - às vezes até profundíssimo -  quando morre um companheiro seu de casa,  seja ele humano ou animal.
Esse luto por vezes é tão sentido que eles ficam completamente apáticos, não querem brincar, podem miar horas e horas seguidas e por vezes nem querem comer. É também normal começarem com comportamentos estranhos.
E o mais triste é que eles também ficam de luto quando a sua família de sempre os abandona ou vai colocar num gatil. Já vi um caso de uma pessoa que deixou os 3 gatos na rua, e estes, depois de recolhidos num abrigo, morreram um a um. Sem que nenhum cuidado veterinário fosse suficiente.
Qualquer pessoa que pertença a grupos, associações, ou abrigos de ajuda a gatos sabe que eles por vezes deixam-se simplesmente morrer!
Se o seu gato está a passar por um processo de luto dê-lhe muita, muita atenção. Brinque com ele mais tempo, compre-lhe novos brinquedos e mime-o muito.
Eles não conhecem o conceito de morte mas percebem-na como as crianças. Sentem tristeza e falta da pessoa ou animal que partiu.
O tempo vai-se encarregar de apaziguar a falta que ele sente e daí por 6 meses ele em princípio estará recuperado.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Sabia que?

- A origem dos gatos domésticos foi no Egipto?
- Os gatos vêm no escuro?
- Que o seu gato consegue ouvir ultra-sons ao contrário de nós?
- E não vale a pena dar-lhe uma colherzinha de gelado porque ele não distingue o sabor doce! Aliás o chocolate pode matá-lo
- O seu gato tem absoluta necessidade de taurina - um aminoácido- que ele não consegue produzir mas vai buscar aos animais que come?
-E para que servem aqueles bigodões? - para medir as distâncias ! Antes de ele entrar naquelas frestas minúsculas já usou a régua e sabe que lá cabe. Têm normalmente 14 bigodes.
- E se ele fez algum disparate não corra atrás dele! Nem o Bolt o consegue apanhar porque ele pode correr até 48 Km/h !!!!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Apaixonados por gatos

Existem gatos especiais?
Ou ainda mais especiais,  porque na verdade todos eles são fantásticos?
Este domingo estive em trabalho voluntário e,  falando com outras colegas, percebi, que nós, os doidos por gatos, todos tivemos um em especial que mudou completamente a forma de os vermos.
Os gatos têm tantas coisas que nos levam a ser felino-dependentes:

- passam de uma total preguiça para uma intensa correria em segundos;

- são absolutamente loucos nas brincadeiras correndo, saltando perseguindo insectos ou luzes reflectidas nas paredes;

- adoram caixas, fitas, plantas, arvores de Natal e ignoram-nos totalmente quando os repreendemos.

- ficam repentinamente apaixonados por pessoas que visitam a nossa casa, olhando-as durante horas, saltando para cima delas, esfregando-se nas roupas e sapatos. Tive um gato que, quando cá dormiam crianças amigas dos meus filhos,  acabava por acordá-los de manhã porque saltava para cima das camas e ficava a olhar para eles ate acordarem. Alguns apanhavam grandes sustos.

- se não gostam de uma pessoa não aceitam comida nem festas dela. Esperam  que saiam e depois aparecem .

- detestam portas fechadas. Assim que as abrimos entram ou saiem que nem setas mas logo de seguida já lá não querem ficar.

- são quase sempre excessivos: dormem muito, correm muito e  se lhes apetece estar com o "dono" manifestam a sua afectividade de maneira intensa não o deixando mover-se. Dão-lhe turrinhas, amassam o pão, metem-se no meio das pernas, saltam -lhe para o colo não  o deixando fazer mais nada.

-o momento do "dono" ler ou escrever é a altura em que eles saltam para cima o teclado, deitam-se na pagina do livro que lemos .

- mas se lhe apetece fazer festas ao seu gato ou o chama para ele vir ao colo o mais natural é ele...ignorá-lo.

Mas, e o que dizer do tal gato especial que para além de tudo isto lhe transmite uma enorme serenidade e que lhe proporciona uma sintonia tal que até parece que os dois seres, um humano e outro felino se transformaram num só em determinados momentos?

Só quem já passou por isto compreenderá estas palavras!